quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aliança dos Povos da Floresta













O encontro  'Aliança dos Povos da Floresta' foi realizado ente os dias 09 a 11 de novembro de 2011, organizado por Haru Kuntanawa com o objetivo de UNIR  os povos da floresta indígenas e extrativista para retomar e fortalecer a aliança em prol da proteção da cultura,  natureza e o uso sustentável dos recursos naturais.

A reunião visou  quatro temas principais: Projeto "Corredor Pano" especificamente sobre suas linhas de ações voltadas ao fortalecimento cultural e ambiental.; Retomada da Aliança dos Povos da Floresta; inclusão e estratégia de participação dos povos indígenas na Conferência Rio+20 com seus conceitos de relações harmônica com a natureza e proteção da bio diversidade; discussões sobre os impactos ambientais que serão causados pelos projetos de exploração de madeira, petróleo, ferrovias e estradas. Foram  convidadas organizações regionais dos movimentos indígenas e extrativistas, movimentos sociais, organizações governamentais e não governamentais, parceiros nacionais e internacionais. 
Durante a reunião abordamos a luta do passado, os resultados alcançados e as ações do presente em prol da vida dos povos da floresta.

Segundo as lideranças o projeto Corredor pano tem característica única, onde os povos indígenas do tronco lingüístico Pano tem a participação ativa e todas as suas opiniões são fundamentais para a continuidade do projeto. O festival cultural corredor pano é uma ação que estar tendo uma repercussão positiva, onde os povos se encontram não somente para as praticas culturais como também para discutir e compartilhar as suas problemáticas e  desafios. Foi firmado entre os indígenas que o III Festival cultural corredor pano será realizado em Kuntamanã  com uma feira de sustentabilidade dos povos, como forma de divulgar os seus produtos auto sustentável de forma harmônica com a natureza, "vivendo com a floresta em pé"  é o dilema do projeto corredor pano.

Sobre o a Alianças dos povos da Floresta foi firmado que será necessários outros encontro para definição das demandas, tendo em vista que foi abordado as conquista do passado e seria necessário outros encontros para definir as ações do presente, porque as demandas são enumeras.  





Apoio:



Parceiros: Associação Sócio Cultural e Ambiental Kuntamanã- ASCAK, ICMBIO, Deracre, Funasa


      Reunião










                                                                Iniciativa "Plantando Vida"
Realizado na reunião como forma de conscientização das pessoas que precisamos da floresta em pé, e para conseguir alcançar estes objetivos é necessário "Plantar vida"


































































Fotos de Barbara Veiga.


domingo, 2 de outubro de 2011

Histórico do Povo Pano, Acre, Brasil

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Mapa das terras indígenas do Acre





A história dos povos Pano no Acre é comum: do tempo dos antigos veio o tempo das correrias, as guerras que ocorreram com a ocupação do Acre por seringalistas e seringueiros desde o fim do século 19. Nestas guerras houve muita morte, escravidão ou submissão dos(as) índios(as) aos patrões no regime economicamente injusto da seringa. Nas correrias os povos indígenas literalmente saíam correndo, se refugiando em locais longínquos na floresta acreana, tipicamente nos altos (cabeceiras, ou nascentes) dos rios, onde hoje se localizam a maioria das terras indígenas. Neste processo se perdia muita coisa, como utensílios, sementes de suas plantações (este talvez seja o principal impacto) e a importante ligação com suas terras originárias, por exemplo os seus cemitérios. Além disso, o regime da seringa esfacelou as aldeias, pois cada seringueiro cuida de uma colocação distante (dispersa) uma da outra na mata, apenas acompanhado de esposa e filhos(as). Isto prejudicou muito a vida nas aldeias. Também perdeu-se boa parte da língua e inúmeros atributos e práticas culturais, pois a maioria dos seringalistas era violenta, exigindo que se aculturassem conforme sua cultura brasileira / nordestina (a maioria de origem cearense). Nessa situação, os índios no Acre, em geral, passavam a ter vergonha de falar sua língua e praticar seus costumes, sendo que mesmo entre eles instalaram-se práticas repressoras de auto-censura da língua e da cultura. Com o tempo da conquista de terras e demarcação, que teve início no final dos anos 70 do século 20, podia se ver a importância de se reconstituir os meios de expressão da cultura nativa que haviam sido perdidos: encontros e visitas, festivais, cerimonial sagrado, fala, pintura corporal danças, uso das medicinas tradicionais, etc. (Mariana Pantoja)
Diante destas problemáticas que o povo Pano sofreu no passado onde quase foram dizimados ,que Haru Kuntanawa se espelha em sua luta para o fortalecimento cultural, social e ambiental  e que até os dias de hoje muitos se encontra abandonado no meio de uma política  o qual não são incluídos. 
A grande riqueza que o Acre possui em sua diversidade é a cultura indígena divida em mais de 15 etnias. Cada uma com sua particularidade representando o Acre com um rico Imaterial Cultural para o nosso Brasil. 
Haux!!!!!!